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quarta-feira, 29 de abril de 2020
sábado, 28 de setembro de 2019
A AGENDA SECRETA DE RICARDO SALLES COM OS DESTRUIDORES DO PLANETA
Mesmo condenado por adulterar um mapa ambiental para a festa de mineradoras, Mr. Yale segue em seu cargo no Ministério do Meio Ambiente com uma agenda que, se for levada a sério, pode acabar com a necessidade da existência do próprio ministério (porque não teremos mais meio ambiente, de todo modo).
O funcionário público Salles – que deveria estar viajando o mundo para valorizar os ativos naturais do país – está, neste momento, cumprindo uma agenda secreta no exterior. No site do ministério, sua agenda está assim:

Então vamos a um exercício de transparência forçada, já que atuar nas sombras é uma prática do poder. A editora aqui do TIB Paula Bianchi conseguiu com o pessoal do Unearthed, a unidade de jornalismo investigativo do Greenpeace, a via nada sacra de Salles pelo exterior.
E por que o ministro esconde sua agenda da população? Porque, para um ministro do Meio Ambiente, ela mais parece o calendário de compromissos de um ruralista ou de um garimpeiro da Serra Pelada.
Alemanha, segunda-feira: ele vai se encontrar com a farmacêutica Bayer, condenada em maio desse ano a indenizar em 2 bilhões de dólares um casal dos EUA por causa do glifosato, uma das maiores bombas químicas legalizadas do mundo, proibida em muitos países, mas largamente utilizada no Brasil (leiam nossa reportagem sobre a cidade em que o agrotóxico glifosato contamina o leite materno e mata até quem ainda nem nasceu).
Talvez Mr. Yalle estará lá para cobrar que a Bayer respeite nosso meio ambiente e pare de pressionar o país para aprovação de venenos. Vindo do governo que já aprovou mais de 260 (!) produtos só esse ano, nem por milagre. O encontro tem cara de beija-mão.
Outros encontros na segunda-feira: mais uma empresa de agrotóxicos (a Basf), além da montadora Volkswagen. Será que Mr. Yale vai conversar sobre a fraude global que a Volks produziu ao mentir que seus carros eram verdes enquanto emitiam gases altamente tóxicos?
Salles viaja para a Inglaterra na quinta. Lá, sua agenda secreta marca compromissos com – essas aspas são da agenda que conseguimos – “investidores ingleses (mineração, farmacêutica, energia, petróleo e gás e setor financeiro)”. Quem são eles? Quais os objetivos desses encontros? Nada na agenda, ninguém sabe. O ministério de Salles opera como um aparato clandestino de lobby privado.

Antes de viajar para a Europa, Yale boy já havia se encontrado com negacionistas climáticos nos EUA. Seu histórico é um desastre. Em agosto, nossa editora senior Tatiana Dias expôs o método de trabalho da secretaria comandada por ele no governo de São Paulo. “A justiça reconheceu que a Fundação Florestal – então sob o comando de Salles – coagiu funcionários a cometerem ilegalidades, perseguindo os que não queriam se envolver na adulteração dos mapas ordenada pelo secretário.”
Mr. Yale anda mais discreto, mas não menos destrutivo. Seus encontros estão fora da agenda pública. Nós pagamos seu salário mas não podemos saber com quem conversa. O que ele anda aprontando em segredo? Vamos descobrir.
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Por Intercpt Brasil
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Áudio exclusivo: o plano do governo Bolsonaro para a Amazônia
O governo de Jair Bolsonaro está discutindo, desde fevereiro, o maior plano de ocupação e desenvolvimento da Amazônia desde a ditadura militar. Gestado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com coordenação de um coronel reformado, o projeto Barão de Rio Branco retoma o antigo sonho militar de povoar a Amazônia, com o pretexto de desenvolver a região e proteger a fronteira norte do país.
Documentos inéditos obtidos pelo Intercept detalham o plano, que prevê o incentivo a grandes empreendimentos que atraiam população não indígena de outras partes do país para se estabelecer na Amazônia e aumentar a participação da região norte no Produto Interno Bruto do país. A revelação surge no momento em que o governo está envolvido numa crise diplomática e política por conta do aumento do desmatamento no Brasil. Bolsonaro se comprometeu a proteger a floresta em pronunciamento em cadeia nacional de televisão, mas o projeto mostra que a prioridade é outra: explorar as riquezas, fazer grandes obras e atrair novos habitantes para a Amazônia.
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O plano foi apresentado pela primeira vez em fevereiro deste ano, quando a secretaria ainda estava sob o comando de Gustavo Bebbiano. O então secretário-geral da Presidência iria à Tiriós, no Pará, em uma comitiva com os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Damares Alves, dos Direitos Humanos, para se reunir com entidades locais. Bolsonaro, no entanto, não sabia da viagem. Foi surpreendido pelas notícias e vetou a comitiva — uma das razões que culminaram na crise que tirou Bebbiano do governo em 18 de fevereiro. O plano acabou sendo apresentado dias depois só pelo coronel reformado Raimundo César Calderaro, seu coordenador, sem alarde, em reuniões fechadas com políticos e empresários locais.
Parte do conteúdo do encontro foi revelado no mês passado pelo Open Democracy. O Intercept, agora, teve acesso a áudios e à apresentação feita durante uma reunião organizada pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos no dia 25 de abril deste ano na sede da Federação da Agricultura do Pará, a Feapa, em Belém. A secretaria afirmou ter reunido a sociedade, academia e autoridades locais para ouvir opiniões e sugestões que guiarão os estudos sobre o programa. Mas os documentos, até agora inéditos, revelam que indígenas, quilombolas e ambientalistas parecem ter ficado de fora da programação.
Plano De Desenvolvimento Da Amazônia
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Na apresentação, os responsáveis esmiuçaram a preocupação do governo com a “campanha globalista” que, de acordo com o material, “relativiza a soberania na Amazônia” usando como instrumentos as ONGs, a população indígena, quilombola e os ambientalistas. E afirmaram ser necessária a execução de obras de infraestrutura — investimentos “com retorno garantido a longo prazo” —, como hidrelétricas e estradas, para garantir o desenvolvimento e a presença do estado brasileiro no local.
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Fumaça de incêndios na floresta amazônica na região de Altamira, no Pará, em agosto passado. Foto: João Laet/AFP/Getty Images
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INDUSTRIALIZAÇÃO DE MINÉRIOS AMAZÔNICOS
O documento mostra que o governo vê como “riquezas” os minérios, o potencial hidrelétrico e as terras cultiváveis do planalto da Guiana, que ficam entre o Amapá, Roraima e o norte do Pará e do Amazonas. “Tudo praticamente inexplorado”, “distante do centro do Brasil”, “e de costa (sic) para as riquezas do norte”, diz um slide.
O plano prevê três grandes obras, todas no Pará: uma hidrelétrica em Oriximiná, uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos e a extensão da BR-163 até o Suriname. O objetivo é integrar a Calha Norte do Pará, na fronteira, ao centro produtivo do estado e do país. A região, extremamente pobre e com baixa densidade demográfica, está cortada por rios e é de difícil acesso. Também é a mais preservada do Pará, estado campeão em desmatamento.
No plano, a BR-163, que começou a ser construída nos anos 1970, seria estendida até a fronteira norte do Brasil, ligando hidrovias e cortando a Amazônia do Suriname até o “centro de poder” do país — hoje, a rodovia vai de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, até Santarém, no Pará.
O objetivo é escoar a produção de soja do centro-oeste e integrar uma região até agora “desértica”, nas palavras do secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, general Maynard Santa Rosa, um militar da reserva dado a teorias da conspiração sobre as intenções de ambientalistas na floresta e que alimenta paranoias sobre a insegurança das fronteiras brasileiras no extremo norte devido à “escassez populacional”. Ele defende a extensão da estrada desde pelo menos 2013. Pelo projeto, a rodovia também atravessaria a Reserva Nacional de Cobre e Associados, rica em minérios, e daria acesso a uma região de savanas que pode ser convertida em plantações de soja e milho.
Mapa-Amazonia-Obras-7000-01-1568950140Mapa: Rodrigo Bento/The Intercept Brasil
O governo diz que a ampliação “possibilitará livre mobilidade de cerca de 800 mil habitantes” que moram nas cidades da região e dependem de hidrovias. Também aposta que a construção terá “impacto direto” na redução do valor do transporte de grãos na região. No total, a interligação das rodovias, que inclui uma ponte sobre o Rio Amazonas beneficiaria 2 milhões de pessoas, argumenta a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.
A BR-163 é há três décadas uma via precária devido à falta de asfalto. “Quando olhamos projetos como esse, não sei se estamos falando em infraestrutura para a Amazônia”, me disse Caetano Scannavino, coordenador da ONG Saúde e Alegria e morador de Santarém. “O que essa região está precisando e esperando há 30 anos é o término do asfaltamento. Então, de repente, surge uma estrada em uma ponta, uma hidrelétrica, e tudo isso sem respostas concretas e efetivas em relação à obras que começaram e não terminaram”. A obra está a cargo dos militares, e o governo promete asfaltar o último trecho até o final do ano.
As margens da BR-163 na altura do Pará são, hoje, um dos principais focos de conflitos agrários no país. A região de Novo Progresso, por exemplo, foi o epicentro do Dia do Fogo, evento marcado por ruralistas no WhatsApp para incendiar diversas áreas do local para mostrar apoio às políticas de Bolsonaro para a região. O fogo simultâneo chamou a atenção internacional e foi estopim da crise diplomática com o presidente da França, Emmanuel Macron – o caso está sendo investigado pela Polícia Federal.
‘A questão não é ser contra a infraestrutura, mas respeitar os devidos ritos de consultas’.
Em um artigo publicado em um jornal de Santarém, o coordenador do projeto Barão do Rio Branco, o coronel Calderaro, explicou as razões do plano: viabilizar que as riquezas do Brasil “se movimentem ‘porta à porta’ (sic), em toda a Nação” e possibilitar o acesso dos brasileiros “às suas próprias terras ricas, no planalto ao norte, em seus municípios”.
O objetivo da hidrelétrica em Oriximiná seria reduzir a quantidade de apagões na região e abastecer a Zona Franca de Manaus. Segundo a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, além da segurança energética, a hidrelétrica em Trombetas também viabilizará a industrialização do minério de alumina-alumínio, “abundante nos municípios da Calha Norte, principalmente em Oriximiná e Óbidos”. E reduzirá gastos públicos com as termoelétricas, “com impacto direto na redução de emissão de gás carbônico”.
Não é a primeira tentativa: outros projetos, no mesmo rio Trombetas, já foram abandonados por causa do impacto socioambiental em comunidades indígenas e quilombolas. Na região, há registro, inclusive, de tribos indígenas isoladas – mas isso não freia o ímpeto do novo governo.
“Nos preocupa muito a forma na qual as coisas vêm sendo feitas”, diz Scannavino. “A questão não é ser contra a infraestrutura. É importante rever a forma como ela vem sendo implantada, sem respeitar os devidos ritos de consultas”.
Truckers line up behind a banner reading "For the regularization of garimpos (illegal mines) in Tapajos", referring to the Tapajos River, on the BR 163 highway, blocked by "garimpeiros" -illegal gold miners- during a protest in Morais Almeida, Itaituba, Para state, Brazil, on September 13, 2019. - Members of an indigenous tribe in the Amazon in northern Brazil on Friday called for wildcat miners to be allowed to prospect for gold on their land, saying it was a source of income. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)
Caminhões usados para o transporte de grãos de soja parados na BR-163 em setembro em Itaituba, Pará, devido a um bloqueio feito por garimpeiros que pediam a regularização de áreas de mineração ilegal, uma promessa histórica de Jair Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images
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OS CHINESES NO SURINAME
Na apresentação do projeto, o governo diz enxergar uma oposição orquestrada à sua “liberdade de ação” na região. Os slides listam os previsíveis supostos opositores: ONGs ambientalistas e indigenistas, mídia, pressões diplomáticas e econômicas, mobilização de minorias e aparelhamento das instituições.
Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional — indígenas e quilombolas — é um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil” e os paradigmas do “indigenismo”, do “quilombolismo” e do “ambientalismo” eram entraves do passado. O “novo paradigma”, com o governo Bolsonaro, com o “liberalismo” e o “conservadorismo”, traz “nova esperança para a Pátria”. “Brasil acima de tudo”, diz o slide, repetindo o slogan de campanha do ex-deputado.
Em um áudio gravado durante a reunião e enviado ao Intercept por uma fonte que pediu para não ser identificada, o General Santa Rosa afirmou que o Brasil precisa agir para garantir a soberania na fronteira com o Suriname, país que recebe investimento e imigrantes chineses. Segundo ele, a China tem resolvido conflitos em fronteiras promovendo políticas de imigração em massa para regiões problemáticas ou que são consideradas estratégicas, como a Sibéria, o Nepal e o Suriname. “Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”, disse, na gravação.
Perguntei a Mauricio Santoro, professor de relações internacionais na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, se a preocupação encontra respaldo na realidade. Ele explicou que a China não tem uma política de imigração de seus cidadãos. Pelo contrário: o país está tentando atrair de volta o pessoal técnico e científico que vive no Ocidente.
Na Rússia, de fato há uma presença crescente de imigrantes chineses, em terras em que os dois países disputaram nos séculos 17 e 18 e ainda despertam preocupação do lado russo. No Suriname — país muito pequeno, com 500 mil habitantes — também houve uma onda de imigração chinesa que acompanhou os investimentos do país oriental. “Nos últimos anos a China tem investido bastante no país, que tem reservas minerais significativas, e aumentado sua influência por meio de ajuda internacional e empréstimos ao governo local”, diz Santoro. Mas também há imigração de brasileiros para lá, sobretudo, segundo o pesquisador, para explorar oportunidades nos garimpos ou na construção civil.
“Os militares tendem a ver a presença de estrangeiros na Amazônia, sobretudo de países de fora da América do Sul, como um problema e um risco à segurança nacional. Isso diz mais sobre a visão de mundo das Forças Armadas brasileiras do que sobre os objetivos de outras nações na região”, argumentou Santoro.
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Não é a primeira vez que esse temor aparece. Em um texto de 2013, o general Santa Rosa diz que o contexto estratégico na região era “preocupante”. “Pressões ambientalistas e indigenistas de toda a ordem invalidam as políticas governamentais. No entorno, multiplicam-se os ilícitos transnacionais”, ele escreveu. “A Venezuela tende à fragmentação da ordem interna. O Suriname e a Guiana enfrentam o problema da expansão chinesa.” Em uma entrevista no mesmo ano, Santa Rosa dá a dimensão de sua preocupação: “o maior problema geopolítico da Amazônia é o vazio populacional”. “Eu acredito que criar reservas [indígenas] na faixa de fronteira contrariando interesse nacional é um crime de lesa-pátria. Diga aos antropólogos o que quiserem, a antropologia militante o que quiser. Para mim é um crime de lesa pátria.”
Professor do Programa de Pós Graduação em Estudos de Fronteiras da Universidade Federal do Amapá, Paulo Correa também me disse que o temor de uma invasão pela fronteira na região não faz sentido – a região é remota dos dois lados, cercada por rios de difícil acesso e pequenas cidades. “Estamos falando de uma das fronteiras mais desabitadas que existem.” Debaixo da terra, porém, há um potencial desconhecido. “Ali é uma região inexplorada do ponto de vista dos minérios. Tem muito ouro e bauxita. Esse poderia ser um interesse: os recursos minerais”, diz o cientista político.
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Índias e criança Kayapós em Altamira, em agosto passado: projeto de Bolsonaro para a Calha Norte da Amazônia irá afetar 27 terras indígenas da região. Foto: João Laet/AFP/Getty Images
Para proteger as fronteiras, os militares planejam também desenvolver a região – sem explicar como ou a que custo ambiental, social e financeiro. “Tem que aumentar a renda, a contribuição da Amazônia para o PIB do Brasil, que hoje não passa de 5,4% numa região riquíssima. Nós temos que chegar a 50%, pelo menos, para equilibrar o restante do país”, disse na gravação o homem que aparenta falar em nome do governo Bolsonaro.
Na verdade, hoje o PIB gerado pela Amazônia Legal corresponde a 8,6% do total do Brasil — fatia que vem aumentando. Para se chegar ao valor proposto, a Amazônia precisaria gerar uma riqueza quase duas vezes maior à de São Paulo, estado mais rico do Brasil, hoje responsável por 31% do PIB.
Nenhuma organização indígena foi envolvida no projeto. Elas ficaram sabendo do projeto Barão de Rio Branco pela imprensa.
Em uma nota técnica, quatro organizações afirmaram que o projeto do governo “causará impactos destrutivos e irreversíveis para nós, povos indígenas, e o nosso modo de vida, baseado no uso sustentável dos recursos naturais, fato que permitiu até aqui a conservação de uma das áreas de maior preservação ambiental do planeta”. O texto é assinado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Articulação dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará e pela Federação dos Povos Indígenas do Pará.
Segundo o documento dos indígenas, publicado em maio, o plano “rasgaria pelo meio” terras indígenas reconhecidas pelo estado brasileiro — o que o tornaria inconstitucional.
No total, o projeto Barão de Rio Branco afetaria 27 terras indígenas e áreas protegidas da chamada Calha Norte — a terra indígena Wajãpi, no Amapá, onde foi relatado o assassinato de um cacique por garimpeiros, é uma delas.
Terras indígenas na Calha Norte que seriam afetadas pelo projeto Barão do Rio Branco. Mapa: Combate Racismo Ambiental
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UMA ANTIGA OBSESSÃO DOS MILITARES
Não é a primeira vez que as Forças Armadas traçam um plano de defesa da Amazônia — e nem que ignoram a população indígena que vive no local. O Exército tem uma preocupação antiga com as fronteiras do norte.
O país tem, desde o século 18, políticas de desenvolvimento para a região, passando pela Superintendência para a Valorização Econômica da Amazônia de Getúlio Vargas, até chegar ao governo instalado após o golpe de 1964. Conhecida como Operação Amazônia, o plano de colonização criado na ditadura militar visava integrar nos anos 1960 o território com estradas, povoando seus entornos com empreendimentos agrícolas e empresariais. Seu lema revela o objetivo: “ocupar para não entregar”.
“Havia um aspecto da doutrina que dizia que o Brasil não podia ter espaços vazios porque seriam ameaças à segurança nacional”, me disse João Alberto Martins Filho, que pesquisa as Forças Armadas há três décadas. “O conceito era de que era necessário vivificar as regiões com baixa ocupação populacional, e isso se transformou em política de estado”.
Além de criar órgãos para isso, como a Sudam, Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, os militares investiram em megaobras de infraestrutura na região. Para garantir a implantação do plano, atacaram os ambientalistas — acusados de apátridas e inimigos da nação — e passaram por cima dos povos tradicionais – os indígenas e quilombolas.
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Vista aérea de garimpo ilegal próximo à terra indígena Menkragnoti, em Altarima, em agosto passado. Foto: João Laet/AFP/Getty Images
Durante a construção da BR-174, a Manaus-Boa Vista, por exemplo, o Exército realizava “demonstrações de força” com metralhadoras, granadas e dinamites contra os indígenas Waimiri-Atroari. A ideia era mostrar que os militares eram muito mais fortes do que eles. “A estrada é irreversível, como é a integração da Amazônia ao país. A estrada é importante e terá que ser construída, custe o que custar. Não vamos mudar o seu traçado, que seria oneroso para o batalhão, apenas para pacificarmos primeiro os índios”, disse em 1975 o Coronel Arruda, comandante do 6º Batalhão de Engenharia e Construção, em depoimento disponível no relatório da Comissão Nacional da Verdade.
‘Exército se preocupa com a presença de ambientalistas, ONGs e até da Igreja Católica, vistos como manipuláveis e que permitiriam a internacionalização da Amazônia’.
O embate não ficou só no campo da demonstração: milhares de indígenas foram massacrados. Em 1972, havia cerca de 3 mil Waimiri-Atroari. Em 1983, eram 350.
“Os militares ignoravam completamente a existência da população indígena”, diz Martins Filho. Estima-se que mais de 8 mil indígenas tenham sido mortos durante o regime — eles eram vítimas de envenenamento, pistolagem, confronto com militares, fazendeiros e de doenças trazidas pelos brancos durante a colonização e as grandes obras, principalmente rodovias.
A intenção do governo com a construção de estradas era trazer pessoas do nordeste e do sul do país para começarem a ocupar a região. Mas o processo era precário: não havia água, eletricidade, escolas. Muitas vezes, os colonos eram largados na beira da estrada sem nada — nem mesmo a demarcação dos lotes de terra. Muitos não resistiram às condições adversas na Amazônia, como a malária. A estratégia é apontada como uma das origens dos conflitos fundiários que acontecem até hoje na região — e, apesar de ter promovido um aumento na população dos estados na Amazônia legal, passou longe de conseguir ocupar e desenvolver o território do jeito que os militares esperavam.
Com o fim da guerra fria, o contexto geopolítico mudou, e a preocupação dos militares passou a ser os EUA. Entre os anos 1980 e 1990, começou a surgir na comunidade internacional uma discussão sobre se o Brasil estava falhando em proteger a Amazônia.
Os quartéis passaram a temer que os americanos invadissem a floresta sob a justificativa de proteger o meio ambiente global. O receio foi abrandado com políticas ambientais mais efetivas, como a criação do Ibama, e se manteve relativamente discreto nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula. Mas, com a crise econômica e a oposição dos militares ao governo de Dilma Rousseff, as teses sobre a perda de soberania na região voltaram a fermentar.
Hoje, o Exército acredita que há uma “grande estratégia indireta” de anulação do estado brasileiro na Amazônia. A tese tomaria o lugar do medo de uma invasão militar, popular na caserna durante a ditadura. A dissolução do estado brasileiro na região aconteceria com apoio internacional para que os indígenas fundassem novas nações baseadas em etnias. Há um temor antigo, por exemplo, de que os Yanomami brasileiros se juntem com os venezuelanos na criação da nação Yanomami.
É por isso que o Exército se preocupa com a presença de ambientalistas, ONGs e até da Igreja Católica no local, vistos como passíveis de manipulação por outros países e que permitiriam a internacionalização da Amazônia.
A realização do Sínodo da Amazônia, em outubro deste ano, por exemplo, é vista com preocupação pela cúpula militar por seu “viés político”. No encontro, organizado pelo Vaticano, 250 bispos líderes da Igreja Católica discutirão por 21 dias o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Em uma apresentação em agosto, os generais Alberto Cardoso e Villas Bôas disseram que o Sínodo, a mídia, os governos, a ONU, as ONGs e o Cimi, o Conselho Indigenista Missionário, são os “instrumentos” para a “grande estratégia indireta”.
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Floresta incendiada em Altamira, no Pará, em agosto passado. Fotos: João Laet/AFP/Getty Images
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DA CRISE À OPORTUNIDADE
O governo queria que o projeto Rio Branco fosse viabilizado por um decreto em um prazo de 100 dias a partir de janeiro, mas isso não aconteceu. O plano, no entanto, tem sido discutido em reuniões fechadas. Seu coordenador, o coronel Raimundo César Calderaro, foi em fevereiro ao Rio de Janeiro se reunir com engenheiros do Instituto Militar de Engenharia para tratar do projeto. Também procurou cartas cartográficas da região feitas pela Marinha. Em março, discutiu o plano com o Secretário de Assuntos Estratégicos do governo, general Santa Rosa.
O projeto também foi apresentado em abril a empresários do agronegócio na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará. Dentro do Palácio do Planalto, foram feitas várias reuniões para discutir o assunto. A última delas, em 19 de junho, contou com a participação do general Santa Rosa, do secretário de Planejamento Estratégico, Wilson Trezza, e do diretor de Assuntos Internacionais Estratégicos, Paulo Érico Santos de Oliveira. Não há, na agenda oficial, registro de participação de autoridades do Ministério do Meio Ambiente nessas discussões.
Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos, o programa Barão do Rio Branco “ainda se encontra em fase de discussão e de amadurecimento”. “Está prevista a constituição de um grupo de trabalho interministerial, por meio de Decreto, para a elaboração do Programa Barão do Rio Branco. No entanto, ainda não há data para publicação”, disse a assessoria de imprensa do órgão.
A secretaria afirmou que não houve visita oficial de comitiva interministerial para apresentação do programa no Pará. Não é verdade. Segundo o Portal Transparência, César Calderaro foi à Santarém em visita oficial de comitiva interministerial em fevereiro de 2019, com recursos da própria secretaria. Discutiu o projeto, inclusive, com o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, do Democratas, e o encontro foi registrado publicamente no Facebook.
Desde agosto, a Amazônia tem sido o palco da maior crise internacional no governo Bolsonaro. Por causa do desmatamento recorde e das queimadas de grandes proporções, autoridades estrangeiras têm mostrado preocupação sobre a eficiência do Brasil em cuidar da maior floresta tropical do mundo — e reacenderam os velhos temores dos militares sobre a suposta internacionalização da Amazônia.
Emmanuel Macron, presidente da França, cobrou publicamente ações do governo brasileiro para proteger a região. O presidente francês cogitou solicitar “status internacional” à Amazônia – pedir à ONU que ela seja gerida por outros países – se a catástrofe ambiental continuar.
Autointitulada “sem ideologia”, a gestão de Bolsonaro e de seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é marcada pelo desmonte do Ibama e de órgãos de monitoramento, como o Inpe. Em campanha, Bolsonaro avisou que não demarcaria nem “mais um centímetro” de terras indígenas, e, quando assumiu, colocou Nabhan Garcia — um ruralista conhecido por gostar de fuzis para expulsar supostos invasores de terras — à frente da reforma agrária e das demarcações.
O resultado? Em 2019, dados prévios indicam que o desmatamento é 50% maior do que no ano passado — e a estimativa pode ser maior, já que os dados consolidados no final de ano costumam ser muito maiores do que os dados divulgados mês a mês pelo Inpe. Segundo esse sistema, julho foi o pior mês, com um aumento de 278% no desmatamento em relação a julho do ano passado.
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Embora os incêndios sejam comuns nessa época do ano, dados do Inpe também mostram que, este ano, as queimadas aumentaram 84% em relação ao período de janeiro a agosto de 2018. E há evidências de que muitos focos foram causados de propósito por madeireiros e grileiros em apoio à política de Bolsonaro de afrouxar a fiscalização ambiental. Pior: o governo foi alertado pelo Ministério Público do Pará que seus apoiadores fariam as queimadas, nas margens da mesma BR-163 que o governo quer expandir, mas não fez nada. O Ibama diz que não agiu por falta de proteção para seus fiscais.
Acuado, Bolsonaro seguiu a cartilha do projeto Rio Branco na resposta à crise. Primeiro, acusou ONGs de terem provocado os incêndios para “chamar atenção”. Em uma reunião com governadores dos estados da Amazônia Legal há duas semanas, afirmou que reservas indígenas têm a intenção de “inviabilizar o país” e que políticas de proteção usaram indígenas “como massa de manobra” e impediram que as riquezas da região fossem usadas “para o bem comum”. Também disse que as ONGs são uma maneira de deixar intacta a Amazônia para “futura exploração de outros países”.
‘O objetivo dos militares, pensando estrategicamente, é esse: se reaproximar do governo’.
O tom foi alinhado com a cúpula militar. O general Villas-Bôas disse que a manifestação de Macron foi um “ataque direto à soberania brasileira”; Heleno, que “querem frear nosso inevitável crescimento econômico”; e Mourão, que transformar os incêndios em crise “é má-fé de quem não sabe que os pulmões do mundo são os oceanos, não a Amazônia”.
Para Martins Filho, o Exército, que enfrentava um mal-estar com o alto escalão do Planalto, em Brasília, viu na crise uma oportunidade. “O objetivo dos militares, pensando estrategicamente, é esse: se reaproximar do governo”, me disse o pesquisador.
Perguntei ao Exército sobre o projeto Rio Branco e preocupações com a soberania nacional na Amazônia. Por meio de sua assessoria de imprensa, a instituição afirmou que não responde sobre o projeto e não tem declarações a fazer sobre o tema. Também afirmou que o coronel Calderaro não fala pelo Exército. Questionado a respeito, o ministério do Meio Ambiente não respondeu se o projeto Rio Branco avançou.
Já a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos afirmou que o governo deverá criar, por decreto, um Grupo de Trabalho Interministerial para discutir o projeto. Com ele, o governo planeja o “desenvolvimento com maior presença das instituições de Estado na região da Calha Norte”. “O que se espera é o desenvolvimento a integração da Região da Calha Norte, com benefícios para a população, que, hoje, em sua maioria, vive abaixo da linha da pobreza.”
Colaborou: Manuella Libardi (Open Democracy)
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Tatiana Dias
tatiana.dias@theintercept.com
@tatikmd
Escute os áudios: https://theintercept.com/2019/09/19/plano-bolsonaro-paranoia-amazonia/?utm_source=The+Intercept+Brasil+Newsletter&utm_campaign=8bc86c9eb8-EMAIL_CAMPAIGN_2019_Tati_Amazonia&utm_medium=email&utm_term=0_96fc3bd6d5-8bc86c9eb8-133896481
Escute os áudios: https://theintercept.com/2019/09/19/plano-bolsonaro-paranoia-amazonia/?utm_source=The+Intercept+Brasil+Newsletter&utm_campaign=8bc86c9eb8-EMAIL_CAMPAIGN_2019_Tati_Amazonia&utm_medium=email&utm_term=0_96fc3bd6d5-8bc86c9eb8-133896481
domingo, 8 de setembro de 2019
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
quarta-feira, 30 de março de 2016
GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO E GOLPISTA? ou NÃO ?
O grupo folha deixa de lado o caos que assola o país e só se preocupa com saída da Presidenta Dilma do PT, o foco e só em Dilma e esquece o escândalo da Merenda em São Paulo e o Deputado Eduardo CUNHA. Colocando na balança o pior dos escárnios da política brasileira e Eduardo Cunha, qual a moral dessa casa julgar alguém? um Presidente da Câmara mentiroso, corrupto e sendo investigado pelo STF.
Jr.
terça-feira, 29 de março de 2016
JARBAS A ÚNICA ESPERANÇA E VOCÊ ! SERÁ?
Com o PMDB está 99% dentro da corrupção nacional devido ao apoio ao Deputado Eduardo Cunha em não tirar esse mostro daquela casa, restou apenas o nobre deputado Pernambucano Jarbas Vasconcelos a única esperança de compromisso com o povo Brasileiro. Com o seu discurso que se referem a ética Jarbas com certeza junto com a cúpula do PMDB vai arrumar um jeito para derrubar e expulsar o Deputado Eduardo Cunha da Sigla do Partido tão sério como o PMDB.
Jr
PMDB ACHA QUE SOMOS PALHAÇOS ..?
A Cúpula do PMDB errou muito feio em anunciar a saída do Governo Federal. Qual a moral que o PMDB tem em sustenta na sua base um dos maiores corrupto cara de pau o nobre Presidente da Câmara o Senhor Eduardo Cunha ! PMDB expulsa esse cara do Partido! ele está sendo investigado, Temer acorda cara como tu que ser Presidente do Brasil desse jeito ao teu lado um corrupto que usa o dinheiro que era para ser usando nos Hospitais falidos em todo nosso Brasil para gastar no exterior em luxuosos hotéis e restaurantes carrissimos. Qual a moral de vocês em querer assumir o nosso país.
Primeiro PMDB limpa a casa para assumir e transformar o nosso Brasil, em uma nação seria e limpa da corrupção.
PMDB NÃO SOMOS PALHAÇOS !!!
jr.
sábado, 16 de maio de 2015
MAPA DO TERROR EM PALMARES, 48 HORAS DE ASSALTOS NA CIDADE.
A população de Palmares Mata Sul de Pernambuco sofreu nessa semana 48 horas com a maior ondas de assaltos na cidade; Mercadinhos, Padarias, Pedestres e lojas no Comércio local ficaram revéns dos bandidos que vem apavorando a sociedade. Um caso com mais violência aconteceu na Mercearia que fica no Bairro da Projetada, os bandidos colocara uma arma de fogo na cabeça da proprietária e ameaçaram o seu filho de morte levando uma pequena quantia em dinheiro. Nesse momento as ruas estão vazias e a população dentro das suas casas com medo dessa onda de violência que atinge a cidade.
domingo, 26 de abril de 2015
DEPUTADO EDUARDO CUNHA - PMDB - RJ ESQUEÇEU O SEU JARGÃO '' O POVO MEREÇE RESPEITO''
Um dos piores políticos da atualidade do Brasil o Deputado Evangélico e Presbiteriano Eduardo Cunha - PMDB - RJ, vem se destacando como o DIABO do povo Brasileiro, muitos diz que e um anti- cristo que se levantou na política brasileira. Há anos ele era do baixo clero na Câmara Federal com pouco destaque, apoiado pelo o ex; Deputado Francisco Silva dono da Rádio Melodia uma emissora com o 2º lugar em audiência no estado do Rio e durante a programação diária Eduardo Cunha falava dos fatos que acontecia em Brasília e quando tinha algum projeto contra a população na época ele falava o seu famoso jargão "O POVO MERECE RESPEITO" e agora Cunha acabou COM O RESPEITO DO POVO !
O deputado Eduardo Cunha está possesso de ódio e raiva querendo destruir a CLT com a PL 4330/04, acabar com os direitos dos trabalhadores brasileiro, esse homem se perdeu na vida publica querendo desafiar todos com sua prepotência, vamos todos para rua em 1º de maio e da um basta em Cunha.
domingo, 19 de abril de 2015
DRº AMARO PRESIDENTE DO PSB LOCAL NABUQUENSE PODE SE TORNAR CANDIDATO A PREFEITO DA CIDADE.
Um dos melhores contadores da Mata Sul e há tempos Amaro de Solidão como era chamado antigamente, filho de camponês, Fundador do PSB em Joaquim Nabuco e atual Presidente entra na disputa local para uma vaga no Executivo nabuquense. Em termos técnicos e financeiros Amaro e uma boa opção para o futuro de Joaquim Nabuco em manter o ritmo de desenvolvimento feito pelo o atual Prefeito João Carvalho (PSB) que apesar do momento de crise que passa os municípios brasileiros João e sua equipe vem superando a queda do FPM tudo supervisionado por Amaro Contador, mantendo assim os salários em dias e concluindo obras importantes na cidade.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Positivo lança Octa, top com oito núcleos, e renova sua linha de smarts
O Positivo Octa
é a grande aposta da fabricante paranaense para entrar de vez na briga
dos smartphones. O aparelho, lançado nesta terça-feira (24), traz
configurações de respeito, promete longa duração de bateria, é bonito e
vem com preços agressivos: R$ 899 e R$ 949, para versões 8 GB e 16 GB.
"Queremos fazer em smartphones o que fizemos com PCs, onde somos líderes
há dez anos no mercado brasileiro", diz o presidente da Positivo, Helio Rotenberg. Confira o Positivo Octa em ação no vídeo abaixo!
Além do X800 (ou Positivo Octa), também foram apresentados o Positivo X400, um quad-core com tela de 5 polegadas, câmeras traseira e frontal com 5 megapixels, Android 4.4 (KitKat) e preço de R$ 549; o foblet Positivo S550, com tela de 5,5 polegadas, câmera frontal de 2 megapixels, traseira de 5 megapixels e preço de R$ 569. Além dos smartphones, também foi lançado o P30, o primeiro feature phone 3G do Brasil: um dual-chip com sistema customizado, acesso a redes sociais e venda exclusiva pela TIM.
Positivo Octa é o lançamento top de linha da marca brasileira (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
O
Positivo Octa traz câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 5
megapixels com captura por gestos e voz, tela de 5 polegadas IPS HD, 1
GB de RAM, versões de 8 GB ou 16 GB de armazenamento, expansíveis via
microSD para até 32 GB, Bluetooth 4.0, GPS e entrada para dois chips de
operadoras. O aparelho, que tem 7,9 mm de espessura (o iPhone 6 tem 6,9 mm, para efeito de comparação), vem nas cores branco e preto, com uma edição limitada na cor dourada.
Lateral do Positivo Octa, smartphone com processador octa-core (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
O Positivo X400 traz tela de 5 polegadas IPS FWVGA, quad-core 1,3 GHz, 512 MB de RAM e 4 GB de armazenamento, podendo expandir até 32 GB e dual-chip. Ambas as câmeras são de 5 megapixels e seu preço sugerido é de R$ 549.
X400, um dos smartphones lançados pela Positivo (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
Foblet Positivo S550 tem preço sugerido de R$ 569 (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
Quando
qualquer empresa local consegue fazer seu lançamento ao mesmo tempo dos
grandes players, é algo importante. Estamos trazendo para o Brasil a
inovação. É um divisor de águas, chegar no mercado no momento correto.
Para
Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade da Positivo, existem
quatro grandes motivações para o consumo de smartphones: design,
especificações, usabilidade e preço. Ao atender a essa demanda, a
Positivo quer se tornar um líder de mercado, com o diferencial de ser
"local". "Quando qualquer empresa local consegue fazer seu lançamento ao
mesmo tempo dos grandes players, é algo importante. Estamos trazendo para o Brasil a inovação. É um divisor de águas, chegar no mercado no momento correto."
Um
dos grandes atrativos do Octa é, sem dúvida, sua arquitetura, produzida
em parceria com a MediaTek. Seus oito núcleos gerenciados pelo
CorePilot prometem uma usabilidade otimizada - já que nem todos eles
precisam operar simultaneamente - e, com isso, maior durabilidade da
bateria. É claro que o "octa-core" já não é nenhuma novidade (os tops de
linha de Samsung, LG e outras grandes marcas já contam com a CPU), mas o fato de ser produzido no Brasil é decisivo para o preço agressivo.
Mas, afinal, para que o usuário precisa de oito núcleos? O telefone está sempre fazendo mais coisas do que aparente. Ouvir música, navegar, atualizar e-mails, Wi-Fi, várias janelas simultâneas, social... O octa-core distribui as atividades entre os vários núcleos, mantendo a baixa temperatura. O Positivo Octa conta ainda com uma GPU quad-core e, dependendo da demanda, o controlador escolhe se a atividade vai pra CPU ou GPU, ou se acontece um processamento misto. E, no caso do Octa, todos os processos são feitos em
Mas, afinal, para que o usuário precisa de oito núcleos? O telefone está sempre fazendo mais coisas do que aparente. Ouvir música, navegar, atualizar e-mails, Wi-Fi, várias janelas simultâneas, social... O octa-core distribui as atividades entre os vários núcleos, mantendo a baixa temperatura. O Positivo Octa conta ainda com uma GPU quad-core e, dependendo da demanda, o controlador escolhe se a atividade vai pra CPU ou GPU, ou se acontece um processamento misto. E, no caso do Octa, todos os processos são feitos em
hardware, não em software, o que gera uma
economia de bateria.
Traseira do Positivo S550, smartphone recém-lançado da companhia (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
Com a nova família de aparelhos, a Positivo mostra seu foco no mercado interno. E manter a faixa de preço abaixo dos R$ 1 mil é decisivo, sobretudo em um momento de dólar em alta. "Entender o consumidor, as pessoas, é fundamental. Temos investido muito dinheiro e esforço. E é o que fazemos para diferenciar a Positivo: entender o Brasil, o brasileiro, as pessoas", explica Maraschin.
Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade da Positivo (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
Mas
para se segurar na casa dos R$ 900, o Octa fez algumas concessões. Não
há, por exemplo, suporte a 4G ou tela Full HD. "O sucesso do 4G vai
acontecer com a limpeza dos 700 Ghz, que acontece no fim deste ano.
Temos projetos nessa área, e estamos envolvidos neles junto aos órgãos
competentes. A Positivo vai trazer o 4G a um preço acessível, para
democratizar esse uso. O grande volume de usuários ainda opera no 3G. Se
formos lançar, vamos lançar com o novo, não com o velho", explica
Rotenberg.
Positivo Octa traz configurações de respeito (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)
Outro ponto a se considerar é a atualização do sistema operacional. Todos os aparelhos (exceto o P30), vêm com o Android 4.4 (KitKat) embarcado. Mas apenas o Octa vai ganhar o 5.0 (Lollipop).
Helio Rotenberg explica que a migração é complexa e deve acontecer
ainda este ano, mas sem previsão. "Como vocês sabem, a última versão
traz novos requerimentos, e temos que cumpri-los. Já resolvemos 90% dos
temas, e esperamos resolver em breve e lançar."
Para fazer o lançamento, a Positivo convocou Rominho Braga, uma das promessas do Stand Up Comedy de São Paulo. Mas com design atraente, especificações justas para o consumidor médio, um portfólio que atende a faixas de consumo de massa e sobretudo preços extremamente agressivo, levando em consideração custo - benefício, a Positivo mostrou que não está para piadas: o negócio ficou sério.
Para fazer o lançamento, a Positivo convocou Rominho Braga, uma das promessas do Stand Up Comedy de São Paulo. Mas com design atraente, especificações justas para o consumidor médio, um portfólio que atende a faixas de consumo de massa e sobretudo preços extremamente agressivo, levando em consideração custo - benefício, a Positivo mostrou que não está para piadas: o negócio ficou sério.
Primeiro caso de AIDS surgiu em 1908 em um caçador africano de chimpanzés, diz livro
De acordo com um novo livro, o vírus mortal do HIV teria começado a
atingir a raça humana após um caçador ser infectado com o sangue de um
chimpanzé que possuía a doença, em 1908.
O caçador foi ferido enquanto monitorava o animal no sudeste de
Camarões, tornando-se a primeira pessoa conhecida a ter a doença.
Porém, levou mais de 60 anos para que o vírus se espalhasse para os
EUA, após um sangue infectado usado em transfusões ter sido importado
do Haiti.
Acreditava-se que um comissário de bordo canadense, chamado Gaetan
Dugas, fosse o principal responsável pela propagação do vírus HIV na
América, por conta de suas viagens e grande número de parceiros
homossexuais. Ele acabou rotulado como “Paciente Zero” nos EUA.
Médicos de São Francisco foram os primeiros a notar a propagação da
“gripe” como sintomas entre os homossexuais na cidade, que levou a uma
série de mortes. Em 10 anos após o surgimento no país, mais de 60.000
pessoas haviam morrido e a doença se espalhou rapidamente para o Reino
Unido e Europa.
Mas, ao que tudo indica, a AIDS está longe de ser moderna, já
aparecendo na virada do século 20, na África. Um pequeno número de
pessoas teriam sido vítimas da doença, mas, devido ao conhecimento
médico primitivo no continente africano, ela não foi reconhecida ou
identificada.
Entre
1920 e 1960, o vírus ficou confinado na África, onde a expectativa de
vida não era alta e muitas pessoas morriam de outras doenças. A AIDS se
espalhou para o Haiti, onde, em 1969, chegou a uma clínica de doação
de sangue, exportado para Miami, sendo responsável pela disseminação
generalizada do vírus que, nos últimos 35 anos, já matou 39 milhões de
pessoas.
O vírus já estava presente em algumas mulheres que viviam em favelas na
capital do Haiti, em Porto Príncipe, quando foram oferecidos 3 dólares
a cada uma pela doação de sangue. Agulhas compartilhadas aumentaram a
taxa de infecção e o sangue foi posteriormente enviado para a América,
onde ele foi usado em transfusões.
O autor David Quammen, afirma em seu livro "O Chimpanzé e o Rio: Como a AIDS surgiu a partir de uma floresta tropical Africana",
que a doença se escondia nos EUA há quase uma década antes de ter sido
reconhecida, em 1981, como uma doença que ameaça a vida.
Ele escreve: "Chegou
a hemofílicos através do suprimento de sangue. Chegou a
toxicodependentes através de agulhas compartilhadas. Chegou a homens
gays por transmissão sexual, possivelmente pelo contato inicial entre
dois homens, um americano e um haitiano".
O vírus se espalhou rapidamente entre a comunidade gay, dizimando
milhões de vidas, como a do ator Rock Hudson e o cantor Freddie
Mercury.
Executivo tem apenas 3 anos de vida por conta de um tumor cerebral adquirido pelo uso constante de celular
Um empresário lutando contra um tumor mortal no cérebro acredita que o
motivo do câncer foi ter passado até seis horas diárias em seu telefone
móvel.
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Depois de ir para o hospital com uma forte dor de cabeça, Ian Phillips
teve a notícia devastadora de que tinha um tumor no cérebro do tamanho
de um limão, e agora tem apenas três anos de vida.
O executivo de 43 anos trabalhava como gerente de operações de uma
grande empresa, o que exigia um grande número de ligações de celular -
uma média de 100 horas mensais de chamadas.
Além da
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quimioterapia e radioterapia, ele passa por um tratamento de
medicina alternativa, mudando sua dieta e praticando exercícios
regularmente. Ele também lançou uma campanha para conscientizar as
pessoas dos riscos do uso de telefones celulares, que, segundo ele, são
particularmente perigosos para as crianças.
"Eu
passei a minha vida trabalhando no celular. Minha orelha ficava
vermelha quando eu saía do trabalho, no final do dia. Eu não acho que o
que estava fazendo era bom para o meu cérebro", disse Phillips, que antes de assumir o cargo estressante, era jogador de rugby.
A ressonância realizada no Hospital Universitário de Gales revelou um
tumor cerebral de grau 3 e Phillips foi submetido a uma operação de
emergência de nove horas para remover a maior parte. Porém, seu câncer
de cérebro não poderia ser curado, e ele foi aconselhado a aproveitar
ao máximo o pouco tempo de vida que lhe restava.
"Eu
comprei um receptor coberto de ouro para chamar a atenção e alertar
sobre os perigos de celulares. Estranhos me perguntam por que eu uso um
receptor de mão e eu lhes digo que seria pouco se eles tivessem sido
diagnosticados com um tumor cerebral”, contou.
O ex-executivo convenceu algumas estrelas do rugby galês, como Rhys
Priestland e Jonathan Davies, a rasparem a cabeça para o ‘Brains
Confie’, instituição de caridade na luta contra o câncer que ele apoia.
"Eu vou superar o meu tumor, porém, eu preciso passar a mensagem
de que os telefones celulares podem ser perigosos e que os receptores
de mão podem salvar suas vidas”, finalizou.
Os celulares realmente causam câncer?
A ligação potencial entre telefones celulares e câncer é um debate
controverso. Inúmeros estudos não conseguiram fornecer um consenso
sobre o grau de risco de câncer causado pelos dispositivos móveis.
A principal preocupação é que os telefones possam causar tumores
cerebrais. O maior estudo, até agora, fazia parte do Million Women
Study, e incluiu cerca de 790 mil mulheres. Ele não encontrou nenhuma
ligação entre o uso de telefone móvel e tumores cerebrais, e nem de 18
outros tipos de câncer.
Outro estudo acompanhou mais de 420 mil usuários de celulares em um
período de 20 anos. Nenhuma ligação direta com tumores foi descoberta.
Outra parte da pesquisa salientou uma ligação entre o uso de celulares e
câncer das glândulas salivares, mas apenas um pequeno número de
participantes do estudo apresentou tumores cancerígenos.
Enquanto isso, um outro estudo recente sugere um possível aumento do
risco de glioma - um tipo específico de tumor cerebral - para aqueles
que utilizam seus celulares por muito tempo. Mas os pesquisadores não
encontraram nenhum aumento no risco de tumor cerebral em geral.
Em 2012, a Suprema Corte da Itália descobriu que havia um "nexo de
causalidade" entre o uso do telefone com o diagnóstico de tumores
cerebrais de um empresário. Innocente Marcolini, de 60 anos, usou seu
telefone celular por até seis horas por dia, durante 12 anos.
O oncologista Angelo Gino Levis e o neurocirurgião Giuseppe Grasso, que
trataram do caso, argumentaram que os telefones móveis sem fio emitem
radiação eletromagnética causando danos às células e aumentando o risco
de tumores.
Porém, muitos tumores não aparecem em menos de 15 anos, fazendo estudos
de curto prazo sobre o uso do telefone móvel tornarem-se redundantes.
Os especialistas da Clínica Mayo, nos EUA, analisaram provas e estudos
de casos, e, juntamente com membros da Agência Internacional para
Pesquisa sobre Câncer - parte da Organização Mundial de Saúde -
concordaram que há provas de que a radiação do telefone celular provoca
câncer, mas a confirmação só virá com o tempo e mais pesquisas.
As operadoras de telefonia móvel Vivo, Claro, Tim e Oi foram notificadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) .
BRASÍLIA - As operadoras de telefonia móvel Vivo, Claro, Tim
e Oi foram notificadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça
(Senacon/MJ) a prestar esclarecimentos sobre o bloqueio de acesso à
internet após o esgotamento de franquia de dados para consumidores do
Serviço Móvel Pessoal – SMP, implementado gradualmente a partir de
janeiro deste ano.
A Senacon solicitou informações sobre a forma de bloqueio do
acesso à internet, após o esgotamento da franquia de dados, comunicação
prévia aos consumidores, alterações contratuais e técnicas envolvidas,
entre outros questionamentos que irão auxiliar na investigação
preliminar do assunto.
O objetivo do ministério é verificar se todos os direitos e
garantias dos consumidores afetados estão sendo respeitados. As
operadoras notificadas terão o prazo de até dez dias para prestar os
esclarecimentos à secretaria.
Procurada pela reportagem, a Telefônica Vivo disse, por meio
de nota, que "assim que receber o ofício prestará os esclarecimentos
solicitados”. A Claro informou apenas que ainda não foi notificada pelo
Ministério da Justiça. A Tim também afirmou que ainda não recebeu a
notificação. Por e-mail, acrescentou: "A operadora esclarece que o
bloqueio do acesso à internet após o atingimento do limite da franquia
contratada busca oferecer uma melhor experiência de navegação móvel e
reitera que a medida é aderente às normas da Anatel. A empresa está à
disposição para prestar os esclarecimentos que forem necessários". A Oi
não comentou sobre a notificação.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
ÁRABES CONTROLA OCULTAMENTE A ECONOMIA BRSILEIRA.
A OPEP DO MUNDO ÁRABES CONTROLA OCULTAMENTE A ECONOMIA BRASILEIRA DESTE O PRÓ - ÁLCOOL EM 1975, NUNCA DEIXANDO O BRASIL SER UMA SUPERPOTÊNCIA ECONOMICA, COM A DESCOBERTA DO PRÉ - SAL ELES VIERAM COM TUDO PARA DESTRUIR NOVAMENTE O SONHO DO BRASIL A SER UMA SUPERPOTÊNCIA, ABAIXANDO DE VEZ O PREÇO DO BARRIL DE PETROLEO NA CASA U$$ 50,00.
COM A AJUDA DOS ESTADO UNIDOS DA AMERICA OBSERVAMOS UMA CONSPIRAÇÃO CONTRA A NAÇÃO BRASILEIRA, COMEÇANDO COM AS ESCUTAS TELEFÔNICAS E EMAIL`S DAS AUTORIDADES BRASILEIRA POR PARTE DOS AMERICANOS E INGLESES.
ESSES GRUPOS FINANCIA INTERNAMENTE DENTRO DO BRASIL A INSTABILIDADE TANDO ECONOMICA E POLITICA PARA DISTABILIZAR OS MERCADOS E LEVAR O BRASIL AO CAOS.
ENQUANTO A SOCIEDADE E OS POLÍTICOS DORMI A GRANDE IMPRENSA MANIPULA A POPULAÇÃO LEVANDO AO MEDO E CLARO QUE TEM UMA FORÇA MAL EM TORNO AO NOSSO BRASIL DEVIDO A FALTA DE EDUCAÇÃO E CULTURAL DO PAÍS, VAMOS DEIXA DE LADO A POLITICAGEM E UNIR FORÇAS PARA VENCER ESSES CONSPIRADORES.
Zuamy Junior.
O PETRÓLEO E NOSSO DIZIA; GETÚLIO VARGAS!
O que me chamou a minha atenção ontem no Facebook foi uma manifestação de um amigo e super profissional de Suape (PE) Marcos Aprigio que dizia assim:
- Valores: R$ 3 bilhões deixarão de ser aplicados em Rio Grande
- Serviço: montagem e integração dos módulos da P-75 e P-77
- Mão de obra: quatro mil trabalhadores deixarão de ser contratados
- Consequência: Diariamente são demitidos cerca de 30 operários nas empresas que atuam no polo
Projetos em andamento
- Estaleiro EBR
Sociedade entre a japonesa Toyo e a brasileira Setal. O estaleiro tem contrato para construir a P-74 no valor de R$ 1,85 bilhão. A EBR investiu R$ 1,2 bilhão no empreendimento implantado em São José do Norte. A previsão era gerar cinco mil empregos diretos e 15 mil indiretos. Por enquanto cerca de 600 operários do Polo Naval trabalham no local.
" Boa noite técnicos navais do estado de Pernambuco, vejam o que está
acontecendo nos estaleiros no Brasil, é lamentável essa situação nos
estaleiros, principalmente os técnicos formados e construção naval que
estão fora do mercado e os futuros técnicos que estão se qualificando
com a incerteza de trabalho."
Do Diário Popular:
As incertezas que rondam o Polo Naval
agora ganham um capítulo dramático. O consórcio formado pelas empresas
Queiroz Galvão e Iesa (QGI Brasil) desistiu da montagem e integração dos
módulos de duas plataformas da Petrobras: a P-75 e P-77. Inclusive a
estatal já foi notificada por meio de carta, no último dia 6. O
argumento é que diante das condições atuais seria inviável técnica e
financeiramente cumprir o contrato. Inclusive as quatro mil contratações
programadas para operar nas duas petroleiras já foram suspensas.
O problema é a nova normativa adotada pela estatal que impede a assinatura de aditivos de contrato, limitando o orçamento aos recursos inicialmente previstos na licitação. Entre as empresas fornecedoras do polo, também acendeu o alerta. Embora as informações sejam desencontradas, existem queixas de pagamentos atrasados e desconfiança em relação aos próximos passos das empreiteiras.
Em nota, a Petrobras afirmou que está em dia com suas obrigações contratuais e que os pagamentos de seus compromissos reconhecidos com todas as empresas estão sendo realizados de acordo com a legislação vigente e com o estabelecido em contrato. Em relação às duas plataformas, até o fechamento desta edição a estatal não se pronunciou. Já o consórcio QGI prefere não comentar o assunto.
Crise sem precedentes
Os reflexos da Operação Lava Jato são sentidos há meses pela indústria gaúcha, que sofre com a diminuição no ritmo das obras no Polo Naval de Rio Grande e São José do Norte, além da falta de perspectiva de novos contratos. A preocupação com o futuro da indústria oceânica assombra os investimentos em outros setores da economia local. "Quando o emprego está aquecido todas as categorias se beneficiam, não apenas os metalúrgicos, porque o comércio e outros segmentos tem de pagar mais para competirem com o Polo Naval.
Quando há desemprego em massa, como poderá acontecer, a mão de obra fica barata porque passam a ter centenas de pessoas na disputa por uma vaga de emprego. É o que irá acontecer caso acabem com o Polo Naval", explica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande (Stimmmerg), Benito Gonçalves.
Segundo Gonçalves, cerca de 30 funcionários são demitidos diariamente pelas empresas que operam no Polo. "As empresas justificam que o processo é consequência da saída da P-66, ocorrida no final do ano passado, mas não é esse o motivo. Isso é reflexo destes escândalos envolvendo milhões de reais." Atualmente seis mil funcionários atuam no Polo Naval rio-grandino. No auge das construções das plataformas este número chegou a 24 mil.
Para o presidente, a região não pode abrir mão de um empreendimento que vem trazendo desenvolvimento e milhares de empregos. "Estamos hoje com milhares de trabalhadores desempregados e não podemos aceitar essa situação. Os brasileiros já mostraram que tem competência para construir plataformas de petróleo e todo tipo de embarcação com a mesma qualidade que em qualquer parte do mundo", comenta.
Atualmente em Rio Grande os trabalhadores constroem os cascos da P-69 e P-67. Já em São José do Norte somente o setor da construção civil está em operação no Estaleiro EBR. A montagem dos módulos da P-74 nem iniciou. A petrolífera ainda está em construção no Rio de Janeiro. Quando estiver a pleno, a unidade deve gerar três mil empregos diretos. "Nossa preocupação é que em São José do Norte há trabalho apenas para seis meses", relata. A empresa EBR preferiu não comentar o motivo do atraso. Por meio de nota, informou que não tem autorização da Petrobras para divulgar informações do projeto.
Na semana passada, cerca de cinco mil pessoas da região protestaram em defesa do setor, dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Também ocorreram paralisações no comércio, no transporte coletivo e no trânsito nas principais rodovias de acesso ao município.
Governo intervém
O governador José Ivo Sartori (PMDB) recebeu, no final da manhã de ontem, no Palácio Piratini, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, e o vereador de Porto Alegre e presidente da Força Sindical no Estado, Cláudio Janta. A crise socioeconômica nacional e a demissão de funcionários de refinarias e estaleiros em obras para a Petrobras foram alguns dos assuntos tratados na audiência.
Janta relatou que cerca de sete mil empregados podem ser demitidos em Rio Grande. Para ele, a preocupação gira em torno das famílias dos trabalhadores, que estão desassistidas. Sartori ressaltou que a redução do crescimento econômico e do processo produtivo industrial vai gerar uma situação difícil para estados e municípios, que já deixaram de receber recursos federais importantes.
Reflexos da crise na regiãoO problema é a nova normativa adotada pela estatal que impede a assinatura de aditivos de contrato, limitando o orçamento aos recursos inicialmente previstos na licitação. Entre as empresas fornecedoras do polo, também acendeu o alerta. Embora as informações sejam desencontradas, existem queixas de pagamentos atrasados e desconfiança em relação aos próximos passos das empreiteiras.
Em nota, a Petrobras afirmou que está em dia com suas obrigações contratuais e que os pagamentos de seus compromissos reconhecidos com todas as empresas estão sendo realizados de acordo com a legislação vigente e com o estabelecido em contrato. Em relação às duas plataformas, até o fechamento desta edição a estatal não se pronunciou. Já o consórcio QGI prefere não comentar o assunto.
Crise sem precedentes
Os reflexos da Operação Lava Jato são sentidos há meses pela indústria gaúcha, que sofre com a diminuição no ritmo das obras no Polo Naval de Rio Grande e São José do Norte, além da falta de perspectiva de novos contratos. A preocupação com o futuro da indústria oceânica assombra os investimentos em outros setores da economia local. "Quando o emprego está aquecido todas as categorias se beneficiam, não apenas os metalúrgicos, porque o comércio e outros segmentos tem de pagar mais para competirem com o Polo Naval.
Quando há desemprego em massa, como poderá acontecer, a mão de obra fica barata porque passam a ter centenas de pessoas na disputa por uma vaga de emprego. É o que irá acontecer caso acabem com o Polo Naval", explica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande (Stimmmerg), Benito Gonçalves.
Segundo Gonçalves, cerca de 30 funcionários são demitidos diariamente pelas empresas que operam no Polo. "As empresas justificam que o processo é consequência da saída da P-66, ocorrida no final do ano passado, mas não é esse o motivo. Isso é reflexo destes escândalos envolvendo milhões de reais." Atualmente seis mil funcionários atuam no Polo Naval rio-grandino. No auge das construções das plataformas este número chegou a 24 mil.
Para o presidente, a região não pode abrir mão de um empreendimento que vem trazendo desenvolvimento e milhares de empregos. "Estamos hoje com milhares de trabalhadores desempregados e não podemos aceitar essa situação. Os brasileiros já mostraram que tem competência para construir plataformas de petróleo e todo tipo de embarcação com a mesma qualidade que em qualquer parte do mundo", comenta.
Atualmente em Rio Grande os trabalhadores constroem os cascos da P-69 e P-67. Já em São José do Norte somente o setor da construção civil está em operação no Estaleiro EBR. A montagem dos módulos da P-74 nem iniciou. A petrolífera ainda está em construção no Rio de Janeiro. Quando estiver a pleno, a unidade deve gerar três mil empregos diretos. "Nossa preocupação é que em São José do Norte há trabalho apenas para seis meses", relata. A empresa EBR preferiu não comentar o motivo do atraso. Por meio de nota, informou que não tem autorização da Petrobras para divulgar informações do projeto.
Na semana passada, cerca de cinco mil pessoas da região protestaram em defesa do setor, dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Também ocorreram paralisações no comércio, no transporte coletivo e no trânsito nas principais rodovias de acesso ao município.
Governo intervém
O governador José Ivo Sartori (PMDB) recebeu, no final da manhã de ontem, no Palácio Piratini, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, e o vereador de Porto Alegre e presidente da Força Sindical no Estado, Cláudio Janta. A crise socioeconômica nacional e a demissão de funcionários de refinarias e estaleiros em obras para a Petrobras foram alguns dos assuntos tratados na audiência.
Janta relatou que cerca de sete mil empregados podem ser demitidos em Rio Grande. Para ele, a preocupação gira em torno das famílias dos trabalhadores, que estão desassistidas. Sartori ressaltou que a redução do crescimento econômico e do processo produtivo industrial vai gerar uma situação difícil para estados e municípios, que já deixaram de receber recursos federais importantes.
- Valores: R$ 3 bilhões deixarão de ser aplicados em Rio Grande
- Serviço: montagem e integração dos módulos da P-75 e P-77
- Mão de obra: quatro mil trabalhadores deixarão de ser contratados
- Consequência: Diariamente são demitidos cerca de 30 operários nas empresas que atuam no polo
Projetos em andamento
- Estaleiro EBR
Sociedade entre a japonesa Toyo e a brasileira Setal. O estaleiro tem contrato para construir a P-74 no valor de R$ 1,85 bilhão. A EBR investiu R$ 1,2 bilhão no empreendimento implantado em São José do Norte. A previsão era gerar cinco mil empregos diretos e 15 mil indiretos. Por enquanto cerca de 600 operários do Polo Naval trabalham no local.
- Estaleiros Rio Grande 1 e 2
As encomendas são de oito cascos para plataformas e outros três navios-sonda, contratos que somam aproximadamente R$ 15 bilhões. Operado pela Ecovix, empresa controlada pelo Grupo Engevix, este envolvido no escândalo da Petrobras. A P-66 foi entregue no final do ano passado. Conforme informações da empresa a P-67 está 92% concluída e a P-69 tem avanço de 75%, ambas estão no dique. A P-67 deve sair do dique no final de março e, então, entrará a P-70. Já a P-68 que está sendo montada na China com o apoio do ERG está 85% concluída.
As encomendas são de oito cascos para plataformas e outros três navios-sonda, contratos que somam aproximadamente R$ 15 bilhões. Operado pela Ecovix, empresa controlada pelo Grupo Engevix, este envolvido no escândalo da Petrobras. A P-66 foi entregue no final do ano passado. Conforme informações da empresa a P-67 está 92% concluída e a P-69 tem avanço de 75%, ambas estão no dique. A P-67 deve sair do dique no final de março e, então, entrará a P-70. Já a P-68 que está sendo montada na China com o apoio do ERG está 85% concluída.
- Estaleiro Honório Bicalho
Controlado pela Queiroz Galvão, com participação da Iesa, ambas estão na lista da Petrobras. Os contratos em andamento eram da P-75 e P-77, orçadas em R$ 3 bilhões.
Controlado pela Queiroz Galvão, com participação da Iesa, ambas estão na lista da Petrobras. Os contratos em andamento eram da P-75 e P-77, orçadas em R$ 3 bilhões.
Segue uma opinião;
Marcos Aprigio verdade,
zuamy, vamos lembrar quanto custava o preço do barril do petróleo
antes da descoberta do pré sal? custava mais de $100 que era ditado
pelos os países produtores de petróleo do oriente médio, sabemos tb que
os sheiks era que ditava o valor do
barril. Com o anúncio do pre sal pela Petrobras que detém a maior
tecnologia de perfuração do petróleo do mundo, como isso o Brasil seria a
maior potência do mundo, então os sheiks abriram o mercado do petróleo,
fazendo o barril cair abaixo de $100, o custo de um barril de petróleo
do pre sal é $100 e a Petrobras vende a uma valor bem abaixo do custo,
então o rombo da petrobrás é maior do que essa corrupção, pq a gasolina
em outros países em que a Petrobras fornece é menor.
ÁRABES UMA AMEAÇA PARA O BRASIL, ETANOL Vs PRÉ - SAL.
O Proálcool (Programa Nacional
do Álcool) foi criado após as crises de petróleo mundial, onde o
barril de combustível aumentou insustentavelmente no mercado
internacional.
No começo, foi um sucesso. Mais de
80% dos carros q circulavam no Brasil eram abastecido com álcool, devido
a esse sucesso, vários países copiaram a iniciativa, com pequenas
variações pois alguns países utilizavam beterraba.
Além de muito mais barato que a
gasolina, ainda era uma grande fonte de empregos no Brasil todo, pois a
demanda de cana de açúcar ficou muito maior com o programa, acarretando
grande capitalização do campo, minimizando assim um dos grandes
problemas brasileiro. Isso além de ser um grande benefício, ainda foi a
causa de sua ruína, pois com a baixa cotação do álcool combustível, a
chamada “bancada da bola” fez grande pressão junto ao governo para que
acabasse com o programa e assim terem um lucro muito maior sobre o
açúcar. Ronaldo Trannin, Engenheiro aposentado da Petrobrás, que
participou diretamente com o processo de implantação do programa, deu
suas idéias sobre o assunto:
- O Proálcool foi um programa de
grande sucesso, mas, como sempre, o dinheiro falou mais alto, o que
inviabilizou a sobrevida do programa, mas acredito que se o governo
atuasse com mais energia no caso, estaríamos andando com carros à álcool
até hoje.
O uso do álcool como um combustível no Brasil foi um extraordinário sucesso até 1990; em 1985 as vendas de carros movidos a etanol puro representaram 96% do mercado a até o fim da década 5,5 milhões de automóveis foram vendidos.
Desde então aconteceu uma queda devido os seguintes fatores:
- preço do álcool puro foi fixado em 64,5% do preço da gasolina mas aumentou gradualmente a 80%.
- imposto sobre produtos
industrializados (IPI) foi inicialmente fixado em valores mais baixos
para carros a álcool do que para os mesmos modelos movidos a gasolina.
Esta vantagem foi eliminada em 1990 quando o Governo lançou um programa
de "carros populares" baratos (motores com cilindros de volume até 1000
centímetros cúbicos) para os quais o IPI foi reduzido a 0,1%. "Carros
populares" não puderam ser adaptados facilmente para o uso de álcool
puro porque isto os tornaria mais caros e levaria mais tempo. A
competição entre os fabricantes exigia uma resposta imediata para se
beneficiar da redução do imposto.
- falta de confiança num suprimento
regular de álcool e a necessidade de importar etanol/metanol para
compensar a redução na produção local de etanol.
Benefícios obtidos a partir do uso do etanol como um combustível líquido:
- criação da mais de 700.000 empregos rurais com modesto investimento (US$ 20.000/cada);
- desenvolvimento da tecnologia de
produção da cana-de-açúcar e seu processamento em etanol e açúcar,
aumentando a capacidade do Brasil de atuar como um grande ator no
mercado internacional de açúcar;
- demonstração, a nível mundial, que
um amplo programa de combustível renovável e alternativo pode ser
implantado em menos de 10 anos;
- significante economia de moeda forte.
O futuro do Programa (Proálcool)
A curto prazo a política necessária
para resolver o problema é a introdução de uma taxa "verde" sobre os
combustíveis produzidos do petróleo, sobretudo gasolina. Esta medida é
inevitável devido ao avanço gradativo das políticas de liberalização e
extinção da política de preços administrados que deu origem aos
subsídios cruzados praticados pela PETROBRAS. Esta "taxa", se
estabelecida corretamente, poderia garantir o uso de etanol, estimular a
produção e reduções adicionais de custo.
Créditos: Autoria: Thiago Marques Rodello
Petróleo cai ainda mais e ameaça investimentos no pré-sal brasileiro
As cotações do petróleo caíram, nesta
terça-feira, a seus menores valores em quase seis anos. Ainda não se
sabe qual será o impacto total da mudança no patamar dos preços para o
Brasil, mas especialistas avaliam que o atual ciclo de baixa pode
beneficiar o país e a Petrobras no curto prazo, mas não
deve se refletir no preço do posto de gasolina. Pior: a queda pode
trazer desdobramentos graves para os investimentos para explorar o pré-sal, as maiores reservas de petróleo brasileiras.
A reportagem é de Heloísa Mendonça, publicada pelo jornal El País, 13-01-2015.
Os preços caíram ainda mais após os Emirados Árabes Unidos reforçarem a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar produção para sustentar os valores do produto. Desde junho do ano passado, os preços do petróleo já acumulam queda de 60%. O barril tipo Brent,
comercializado em Londres, que antes era cotado a 120 dólares, chegou a
ser comercializado, no início desta terça-feira, a 45,25 dólares.
Por um lado, o preço mais baixo do petróleo e derivados alivia de imediato a balança comercial brasileira, já que importamos mais o produto do que o vendemos ao exterior.
"Até 2016, o país vai ter um ganho porque temos uma balança comercial
deficitária. Exportamos menos do que importamos o produto líquido, que
agora vai ficar mais barato. Atualmente, a importação de petróleo e
derivados está na ordem de 45 bilhões de dólares, enquanto a exportação
não supera os 20 bilhões, gerando um déficit de cerca de 25 bilhões.
Para o próximo ano, projeta-se um déficit bem menor de 7 a 8 bilhões",
afirma Walter De Vitto, da Tendências Consultoria.
Preço da gasolina
No caso da Petrobras, que domina a importação e
distribuição do combustível no mercado doméstico, o benefício está
ligado ao controle do preço de combustíveis pelo governo -- ou seja, os
preços não flutuam livremente de acordo com o preço da commodity no
mercado internacional.
Por anos, a Petrobras amargou perdas, já que a
estatal comprava o produto pelo valor internacional e o vendia mais
barato no Brasil. Agora, mesmo com a queda do barril do petróleo, o consumidor não deve sentir no bolso o valor dessa redução.
Em novembro, quando a trajetória de queda já havia começado, a
estatal aumentou os combustíveis nas refinarias. A gasolina teve alta de
3% e o diesel de 5%. De acordo com especialistas, a Petrobras
aproveitará o novo preço para recompensar o período que precisou
subsidiar o valor para o mercado interno. "A Petrobras aplicou preços do
produto abaixo do internacional desde 2011. Agora precisam reforçar os
caixas", explica De Vitto.
A longo prazo, porém, as consequências da queda do preço internacional podem alterar os planos de investimentos da petroleira.
"A empresa vai ter menos lucro com os baixos preços e deve investir
menos. O próprio cenário de problemas internos, com a empresa envolvida
nos escândalos da Operação Lava Jato,
também aumenta a dificuldade de captar recursos para investimentos. É
provável que alguns projetos sejam postergados. Nesse momento, o cenário
deve inviabilizar algumas explorações de campos do pré-sal e de outros
campos não convencionais onde a produção é muito mais cara", avalia o
coordenador do MBA de Petróleo e Gás da Fundação Getúlio Vargas, Alberto Machado.
A Petrobras comemorou neste mês ter se tornado a
maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no
mundo, ao produzir 2,209 milhões de barris/dia, mas o plano de dobrar
esse volume até 2020 também deve ser adiado, explica De Vitto.
"A expectativa é que a Petrobras corte investimento em exploração no
novo plano. O ritmo de investimento será menor, não se sabe se vão abrir
mão dessa área do pré-sal, mas é certo que haverá uma
redução. Com menor produção, com o produto mais barato e menos
investimentos, a arrecadação também será menor", explica.
De acordo com Machado Neto, a queda na arrecadação e produção também pode diminuir o repasse dos royalties do petróleo. "Estados e municípios vão receber menos verbas para os setores de educação e saúde", afirma o especialista.
Limite de queda
Para o coordenador da FGV, o atual ciclo de baixa
deve durar ainda algum tempo, mas a queda terá um limite. "Existe um
limite para a queda desse preço. Não é sustentável abaixar tanto, pois
há uma queda de braços entre produtores e usuários. Há países que
dependem da venda para sobreviver e outros da compra. Por isso, não é
viável nem deixar subir muito, nem cair tanto", explica Machado Neto.
A desaceleração do crescimento mundial no segundo semestre do ano
passado, o aumento da oferta mundial e a valorização do dólar foram
algumas das razões para a forte queda do preço da commodity. Porém, o professor de finanças do Ibmec no Distrito Federal José Kobori destaca que a disputa de geopolítica também é um fator predominante na alteração dos valores do produto. "A Opep
mudou a regra de apoiar o controle dos preços e fez com que os
ofertantes cuidassem desse problemas. Os países do Oriente Médio, como a
Arábia Saudita, que não têm grandes custos de extração, conseguirão se
sustentar com preços baixos. Por outro lado países como a Venezuela, que
tem grande dependência, podem quebrar. É uma briga de poderes", afirma.
Perceberam agora o ataque desse grupo e raça que só pessam neles? Vamos se unir baixar a bandeira de Partidos e juntos ajudar o nosso País a se tornar a maior nação do mundo, os recursos naturais e nosso o mundo depende do Brasil, queiram os Árabes ou não. Juntos esses (Árabes) e Americanos se uniram contra o Pré - Sal na escutas telefônicas financiadas pelos EUA, o leilão do Pré - Sal foi quase um fracasso para a economia Brasileira.
Autor: Zuamy Junior
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